Tuesday, April 29, 2008

Pontos Turísticos de Cruzeiro do Sul

Parque Nacional da Serra do Divisor


Criado em 16 de junho de 1989, o Parque possui uma área de 843.012 hectares. Tem canions, rios cristalinos, cachoeiras paradisíacas e paisagens exuberantes. É um lugar ideal para aventureiros, amantes da natureza.

Igarapé Preto


Localizado as margens da rodovia que liga a cidade ao aeroporto. Possui uma praia, de areias claras e finas, que contrasta com a água escura e transparente.

Catedral de nossa Senhora da Glória


Uma construção de 1957, de estilo germânico, com forma octogonal e, no seu interior um painel representando a mãe de Jesus.

Turismo em Rio Branco

Casa do Índio


É cercada por uma floresta primária, com uma vegetação diversificada e exuberante. Conta com uma excelente infra-estrutura, o que proporciona certa qualidade aos visitantes.

Lago do Amapá


O lago tem a forma de um “U”, é localizado à margem esquerda, a sudeste do Rio Acre. É um excelente lugar para prática de esportes náuticos e pesca.

Cacimbo da Capoeira


Foi fundado no ano de 1927. Era utilizada para abastecer de águas as famílias residentes próximo ao cacimbão. É um lugar de beleza exótica o que intriga muito os turistas.

Parque Nacional da Serra do Divisor

Localização na América do Sul

O Parque está localizado no extremo oeste do Estado do Acre, na bacia hidrográfica do alto rio Juruá, na fronteira do Brasil com o Peru, sendo considerado a unidade de conservação que fica no ponto mais ocidental da Amazônia (ponto do país mais próximo ao Oceano Pacífico) abrangendo áreas de cinco municípios: Cruzeiro do Sul, Mâncio Lima, Rodrigues Alves, Porto Walter e Marechal Thaumaturgo.

Coordenadas

As coordenadas geográficas são: Norte: S 07º07’00” e 73º40’20” ; Leste: S 09º08’40” e 72º40’00”; Sul: S 09º24’40” e 73º12’40”; Oeste: S 07º32’40” e 73º59’20”.
Habitantes do Parque e Área de Entorno

Residem no Parque, aproximadamente, 522 famílias. A maioria são posseiros, descendentes de ex-seringueiros que praticam hoje a agricultura de subsistência, a extração da borracha e de fibras, caça e pesca.

Os efeitos do manejo errado da terra, fora e dentro da área do Parque, são bem visíveis, no percurso de barco pelo rio Môa. São os desmatamentos nas margens do rio e áreas queimadas; práticas inadequadas à sua conservação.
Visitação Pública

O Parque não está aberto à visitação pública. Excepcionalmente o IBAMA autoriza visitas, acompanhando o visitante para o fim desejado.
No entanto, é possível constatar que o Parque Nacional da Serra Divisor representa um atrativo extraordinário e um grande potencial turístico para o estado e para o país, necessitando, no entanto, de um tempo para que as potencialidades e atrativos, possam ser formatados em produtos ecoturísticos, com integração de ações para o uso sustentável.

Embora o Parque não esteja aberto à visitação, os moradores do Parque e entorno fazem caminhadas, passeio de barco, contemplação da flora e fauna e tomam banhos de rio e cachoeira.
Trilha do Mirante

A Trilha começa no cânion, às margens do rio Môa, e sobe o Morro Queimado até uma pequena área descampada no topo de um morro, com aproximadamente 472 metros de altitude, chamado de Mirante.

Embora íngreme, pode ser considerada de fácil percurso, com cerca de 2 km (ida e volta).
Durante o percurso, é possível observar um bromelial e uma floresta de árvores com características anãs.

O final da trilha é o ponto mais alto do Morro Queimado, com altitude de 510 metros, que teve sua vegetação destruída pelo fogo, decorrente da ação de um raio, em 1994.
Rio Juruá

O Rio Juruá, é o principal rio que drena o Parque no setor sul e configura um de seus limites naturais. Nasce no Peru e suas águas drenam cinco municípios em território acreano: Marechal Thaumaturgo, Porto Walter, Cruzeiro do Sul, Rodrigues Alves e Mâncio Lima.
Navegável por grandes embarcações durante o período chuvoso e por embarcações de pequeno e médio porte, no período seco, este rio corre em uma planície onde desenvolve um traçado com curvas, formando lagos marginais favoráveis à pesca.

Acesso principal a partir do município de Cruzeiro do Sul.
Cachoeira do Gastão

A cachoeira do Gastão localiza-se no rio Juruá. Apresenta-se em forma de corredeiras que ficam mais pronunciadas, no verão, deixando aparecer grandes pedras negras.

As corredeiras formadas, dificultam e, às vezes, até impossibilitam a passagem de barcos maiores.

No trecho: Município Marechal Thaumaturgo - Cachoeira do Gastão, o rio Juruá fica todo encachoeirado no verão, restringindo a passagem a barcos pequenos.
Reserva Indígena NUKINI
A Reserva Indígena Nukini situa-se no município de Mâncio Lima, localidade República, às margens do rio Môa. A área da reserva começa no Igarapé Timbaúba. O acesso à Reserva, é através de barco (verão e inverno) subindo-se o rio Môa a partir de Mâncio Lima ou de Cruzeiro do Sul. Não há uma estrutura formal para recepção de visitantes.

Terra Indígena ASHANINCA
A Terra Indígena Ashaninca (Kampa do rio Amônea) situa-se no município de Marechal Thaumaturgo. O acesso à Terra indígena é através de barco (verão e inverno) subindo-se o rio Amônea a partir de Marechal Thaumaturgo.

Dados Detalhados do Acre

O Acre é uma das 27 unidades federativas do Brasil. Está situado no sudoeste da região Norte e tem como limites o Amazonas a norte, Rondônia a leste, a Bolívia a sudeste e o Peru ao sul e oeste. Ocupa uma área de 152.581,4 km2, sendo pouco menor que a Tunísia. Sua capital é a cidade de Rio Branco.
Os municípios mais populosos são: Rio Branco, com 314.127 habitantes (IBGE 2006); Cruzeiro do Sul, com 86.725 habitantes; Feijó, com 39.365 habitantes; Sena Madureira, com 33.614 habitantes; Tarauacá, com 30.711 habitantes; Senador Guiomard com 21.000 habitantes e Brasiléia, com 18.056 habitantes.
Características
Um planalto com altitude média de 200 metros domina grande parte do Acre. Juruá, rio Purus, rio Acre, Tarauacá, Muru, Embirá e Xapuri são seus rios mais importantes.
A maior parte do Estado ainda é formada por mata intocável, protegida principalmente pelo estabelecimento de florestas de proteção integral, reservas indígenas e reservas extrativistas.
O modelo de desenvolvimento econômico baseia-se, primordialmente, no extrativismo, com destaque para extração de madeira por meio de manejo florestal, o que, teoricamente, garante o uso econômico sustentável da floresta.
O Banco Interamericano de Desenvolvimento - BID - financia um projeto de U$ 106 milhões no Estado, visando dotá-lo de infraestrutura física e institucional que viabilize o sucesso do projeto de desenvolvimento sustentável.
Controvérsias sobre o modelo de desenvolvimento escolhido passa por questões como a ausência de consenso quanto à recuperação das áreas exploradas pelos planos de manejo e pela exclusão, na prática, de efetivos benefícios às populações locais (apesar de previsão no projeto).


Cultura


  • A cultura do Acre é muito parecida com a dos outros Estados da região Norte.
    A comida típica utiliza o pato e o pirarucu, que herdou dos índios, e o bobó de camarão, vatapá e carne de sol com macaxeira, trazido do Nordeste brasileiro logo quando iniciou a extração do latex, já que muitos nordestinos migraram para o Acre tentando uma melhor qualidade de vida.
    No artesanato os artigos confeccionados com materiais extraídos da floresta amazônica.
    Do seringal surgiu a figura do seringueiro. Trabalhando duro na extração do latexna floresta amazônica, e onde surgiu um grande homem chamado Chico Mendes, que hoje é considerado como herói na luta em defesa da Amazônia; Chico Mendes foi assassinado em 22 de dezembro de 1988 e ganhou um prêmio único da ONU, o Prêmio Global 500 Anos.
    Em Rio Branco encontra-se uma comunidade religiosa chamada Alto Santo (Centro de Iluminação Cristã Universal) que pratica o Ritual do Santo Daime, típico do Acre, de origem indígena, que usa o Daime, um chá natural feito com folhas e cipó, usado pelos índios como forma de aproximação a Deus. Todos tomam o chá, inclusive as crianças e os idosos. Os integrantes usam fardas de marinheiro e cantam o hinário, intercalando com Ave-Marias e Pai-Nossos.

  • Rodovias

  • BR-364 - Juntamente com a BR-317 é a principal rodovia do Acre. A leste liga Rio Branco ao estado de Rondônia e ao restante do país. A oeste corta todo o estado, ligando a capital do estado a Cruzeiro do sul, segunda principal cidade do estado, passando pelos municípios de Bujari, Sena Madureira, Manoel Urbano, Feijó, Tarauacá e Rodrigues Alves.
  • BR-317 - Tem extensão de 330 km, liga a capital ao sul do estado, passando pelos municípios de Senador Guiomard, Capixaba, Brasiléia na fronteira com a República da Bolívia, a partir de Brasiléia a estrada continua por mais 110km até chegar na cidade de Assis Brasil, já na fronteira com o Peru. A rodovia tornar-se-á um importante eixo de exportação do Brasil, pois quando a estrada no lado peruano estiver concluída (aproximadamente três anos), o Brasil estará totalmente ligado a Cuzco e aos dois principais portos do país vizinho.
  • AC-040 - Possui extensão de 100 km, liga Rio Branco até a cidade de Plácido de Castro também fazendo fronteira com a Bolívia.
  • AC-401 - Também chamada de estrada do agricultor, com extensão de 50 km, liga a cidade de Plácido de Castro à cidade de Acrelândia, já próxima da BR-364.
  • AC-010 - Tem extensão de 55 km, Ligando Rio Branco até a cidade história de Porto Acre, já na divisa com o Amazonas.

Economia

A economia do estado baseia-se na extração da borracha e da castanha, na pecuária e na agricultura. Com relação ao extrativismo, grande impulso na vida econômica e na colonização deste estado foi dado com a exploração do látex, através do ciclo da borracha.
Histórico
Ver também: História do Acre
Até o início do século XX o Acre pertencia à Bolívia. Porém, desde o princípio do século XIX, grande parte de sua população era de brasileiros que exploravam seringais e que, na prática, acabaram criando um território independente.
Em 1899, os bolivianos tentaram assegurar o controle da área, mas os brasileiros se revoltaram e houve confrontos fronteiriços, gerando o episódio que ficou conhecido como a Questão do Acre.
Em 17 de novembro de 1903, com a assinatura do Tratado de Petrópolis, o Brasil recebeu a posse definitiva da região. O Acre foi então integrado ao Brasil como território, dividido em três departamentos. O território passou para o domínio brasileiro em troca do pagamento de dois milhões de libras esterlinas, de terras de Mato Grosso e do acordo de construção da estrada de ferro Madeira-Mamoré.
Em 1920 foi unificado e, em 15 de junho de 1962, elevado à categoria de estado, sendo o primeiro a ser governado por uma brasileira, a professora Iolanda Fleming.
Durante a segunda guerra mundial, os seringais da Indochina foram tomados pelos japoneses, e o Acre dessa forma representou um grande marco na história Ocidental e Mundial, mudando o curso da guerra a favor dos Aliados e graças aos soldados da borracha oriundos principalmente do sertão do Ceará (Ver: Segundo ciclo da borracha).
E foi sem dúvida graças ao Acre e sua contribuição decisiva na vitória dos Aliados, que o Brasil conseguiu recursos norte-americanos para construir a Companhia Siderúrgica Nacional, e assim alavancar a industrialização até então estagnada do Centro-sul, que não possuía ainda indústrias pesadas de base

  • Palácio Rio Branco, sede do governo, e obelisco em homenagem aos heróis da Revolução Acreana
    Acreanos ilustres
  • Adib Jatene - Médico, ex-ministro da Saúde (fundou o Instituto do Coração);
  • Armando Nogueira - Jornalista e escritor;
  • Chico Mendes (Francisco Alves Mendes Filho) - Líder seringueiro e mártir;
  • Enéas Carneiro - Político. Formado em Medicina e especialista em Cardiologia;
  • Glória Perez - Novelista;
  • Iolanda Fleming - Primeira governadora mulher do Brasil;
  • Jarbas Passarinho - Militar e político;
  • João Donato - Músico. Foi um dos responsáveis pelo surgimento da Bossa Nova;
  • José Vasconcelos - Humorista, ator e dramaturgo;
  • Miguel Jerônimo Ferrante - ex-Ministro do STF e escritor, pai de Glória Pérez;
  • Marina Silva - Ambientalista, pedagoga e política, ministra do Meio Ambiente;

Sobre o Acre


Conhecer o Acre é um privilégio para aqueles que admiram o espírito guerreiro do povo Amazônico. Marcado na história como "o Brasil que o Brasil não queria", o Estado hoje é um dos principais exemplos de persistência e amor à soberania nacional. Palco de um passado glorioso, o Estado é o berço de grandes personalidades como Chico Mendes, Marechal Rio Branco e Galvez, o "Imperador do Acre".
Abrigo dos nordestinos, de estrangeiros e outros que se aventuraram em busca da riqueza no Ciclo da Borracha, o Acre possui tudo que um turista procura: desde histórias e tradições encantadoras até belas praias e um patrimônio cultural deslumbrante. A Culinária não deixa a desejar e o roteiro turístico é encantador.
Se na década de 70 os nordestinos chegaram no Estado em busca da riqueza do látex, hoje os filhos da terra buscam o desenvolvimento e a abertura para o mercado internacional.
Seus 22 municípios refletem toda essa beleza e suas particularidades só enriquecem mais ainda a natureza selvagem e atraente da Amazônia. A capital do Acre, Rio Branco, no início Porto Acre disputa em hospitalidade, beleza e simpatia dos nativos com os demais municípios, principalmente Xapurí, um dos principais pólos turísticos do Estado. Visitar o Acre é, sem dúvida, fazer parte dessa história gloriosa
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