Tuesday, April 29, 2008

Parque Nacional da Serra do Divisor

Localização na América do Sul

O Parque está localizado no extremo oeste do Estado do Acre, na bacia hidrográfica do alto rio Juruá, na fronteira do Brasil com o Peru, sendo considerado a unidade de conservação que fica no ponto mais ocidental da Amazônia (ponto do país mais próximo ao Oceano Pacífico) abrangendo áreas de cinco municípios: Cruzeiro do Sul, Mâncio Lima, Rodrigues Alves, Porto Walter e Marechal Thaumaturgo.

Coordenadas

As coordenadas geográficas são: Norte: S 07º07’00” e 73º40’20” ; Leste: S 09º08’40” e 72º40’00”; Sul: S 09º24’40” e 73º12’40”; Oeste: S 07º32’40” e 73º59’20”.
Habitantes do Parque e Área de Entorno

Residem no Parque, aproximadamente, 522 famílias. A maioria são posseiros, descendentes de ex-seringueiros que praticam hoje a agricultura de subsistência, a extração da borracha e de fibras, caça e pesca.

Os efeitos do manejo errado da terra, fora e dentro da área do Parque, são bem visíveis, no percurso de barco pelo rio Môa. São os desmatamentos nas margens do rio e áreas queimadas; práticas inadequadas à sua conservação.
Visitação Pública

O Parque não está aberto à visitação pública. Excepcionalmente o IBAMA autoriza visitas, acompanhando o visitante para o fim desejado.
No entanto, é possível constatar que o Parque Nacional da Serra Divisor representa um atrativo extraordinário e um grande potencial turístico para o estado e para o país, necessitando, no entanto, de um tempo para que as potencialidades e atrativos, possam ser formatados em produtos ecoturísticos, com integração de ações para o uso sustentável.

Embora o Parque não esteja aberto à visitação, os moradores do Parque e entorno fazem caminhadas, passeio de barco, contemplação da flora e fauna e tomam banhos de rio e cachoeira.
Trilha do Mirante

A Trilha começa no cânion, às margens do rio Môa, e sobe o Morro Queimado até uma pequena área descampada no topo de um morro, com aproximadamente 472 metros de altitude, chamado de Mirante.

Embora íngreme, pode ser considerada de fácil percurso, com cerca de 2 km (ida e volta).
Durante o percurso, é possível observar um bromelial e uma floresta de árvores com características anãs.

O final da trilha é o ponto mais alto do Morro Queimado, com altitude de 510 metros, que teve sua vegetação destruída pelo fogo, decorrente da ação de um raio, em 1994.
Rio Juruá

O Rio Juruá, é o principal rio que drena o Parque no setor sul e configura um de seus limites naturais. Nasce no Peru e suas águas drenam cinco municípios em território acreano: Marechal Thaumaturgo, Porto Walter, Cruzeiro do Sul, Rodrigues Alves e Mâncio Lima.
Navegável por grandes embarcações durante o período chuvoso e por embarcações de pequeno e médio porte, no período seco, este rio corre em uma planície onde desenvolve um traçado com curvas, formando lagos marginais favoráveis à pesca.

Acesso principal a partir do município de Cruzeiro do Sul.
Cachoeira do Gastão

A cachoeira do Gastão localiza-se no rio Juruá. Apresenta-se em forma de corredeiras que ficam mais pronunciadas, no verão, deixando aparecer grandes pedras negras.

As corredeiras formadas, dificultam e, às vezes, até impossibilitam a passagem de barcos maiores.

No trecho: Município Marechal Thaumaturgo - Cachoeira do Gastão, o rio Juruá fica todo encachoeirado no verão, restringindo a passagem a barcos pequenos.
Reserva Indígena NUKINI
A Reserva Indígena Nukini situa-se no município de Mâncio Lima, localidade República, às margens do rio Môa. A área da reserva começa no Igarapé Timbaúba. O acesso à Reserva, é através de barco (verão e inverno) subindo-se o rio Môa a partir de Mâncio Lima ou de Cruzeiro do Sul. Não há uma estrutura formal para recepção de visitantes.

Terra Indígena ASHANINCA
A Terra Indígena Ashaninca (Kampa do rio Amônea) situa-se no município de Marechal Thaumaturgo. O acesso à Terra indígena é através de barco (verão e inverno) subindo-se o rio Amônea a partir de Marechal Thaumaturgo.

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